quinta-feira, 16 de abril de 2015

Equilibrismo

Se a vida é uma corda bamba,

Seus mistérios não carecem
De qualquer explicação,

Pras bromélias que florescem
Nos fios de alta tensão.

Picles Fundamentalista

Crenças em conserva,
Ácidas a céticos,
Mas destemperadas.

sábado, 28 de março de 2015

Cangote

Ponte entre o corpo e a mente;

Belo pilar que sustenta
a morada do sonhar;

Exala cheiro de verso,
rima aconchego e desejo;

Doce feudo do arrepio;
Trilha de tropa de beijo;
Distrito do cafungar...

Na anatomia da amada
o canto que julgo lar.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Mormaço

Por mais que se esforcem,
As nuvens não disfarçam
A cálida tarde pálida. 

Cai, junto com a noite,
Uma chuva que não refresca.

Água e muriçocas
Se infiltram pela fresta
Da porta encostada.

O calor não tira férias
Onde o verão faz morada.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Moto perpétuo.

Tem tempo,
Nada muda.

Dá a corda
No despertador
Que o acorda;

Desperta para a dor
Da rotina muda,

Que, de esperta,
Adorna o nada
Que ele tem;

E iludido assim,
Sem luta,

Se programa
A contento,

Para acordar
Em tempo

Amanhã também.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Bilhete

Eu fui ali,
Mas não comprar cigarros;

Dar uma esticada
Nas pernas da alma;

Me perseguir
Um pouco mais encontrado.

Voltarei sempre,
Até voltar de vez.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dorme, meu bem...

À noite, suave,
Dentro de um abraço,

Dividindo o leito,
Peito contra peito...

Que o sono se vista
Com o carinho que faço,

E com tal roupagem
Te enfeite os sonhos...


Dorme sem receio,
Pois meu coração
Palpita em teu seio,

E o que me acalanta
É teu ressonar.

Amanhã já vem,
E o despertar...