No momento após o almoço
Toda urgência faz a sesta...
Na realidade indigesta
O corpo volta ao trabalho,
Embora, num ato falho,
A consciência repouse
Espojada sobre a renda
de luz que as árvores tecem...
sexta-feira, 17 de abril de 2015
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Equilibrismo
Se a vida é uma corda bamba,
Seus mistérios não carecem
De qualquer explicação,
Pras bromélias que florescem
Nos fios de alta tensão.
Seus mistérios não carecem
De qualquer explicação,
Pras bromélias que florescem
Nos fios de alta tensão.
sábado, 28 de março de 2015
Cangote
Ponte entre o corpo e a mente;
Belo pilar que sustenta
a morada do sonhar;
Exala cheiro de verso,
rima aconchego e desejo;
Doce feudo do arrepio;
Trilha de tropa de beijo;
Distrito do cafungar...
Na anatomia da amada
o canto que julgo lar.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Mormaço
Por mais que se esforcem,
As nuvens não disfarçam
A cálida tarde pálida.
Cai, junto com a noite,
Uma chuva que não refresca.
Água e muriçocas
Se infiltram pela fresta
Da porta encostada.
O calor não tira férias
Onde o verão faz morada.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Moto perpétuo.
Tem tempo,
Nada muda.
Dá a corda
No despertador
Que o acorda;
Desperta para a dor
Da rotina muda,
Que, de esperta,
Adorna o nada
Que ele tem;
E iludido assim,
Sem luta,
Se programa
A contento,
Para acordar
Em tempo
Amanhã também.
Nada muda.
Dá a corda
No despertador
Que o acorda;
Desperta para a dor
Da rotina muda,
Que, de esperta,
Adorna o nada
Que ele tem;
E iludido assim,
Sem luta,
Se programa
A contento,
Para acordar
Em tempo
Amanhã também.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Bilhete
Eu fui ali,
Mas não comprar cigarros;
Dar uma esticada
Nas pernas da alma;
Me perseguir
Um pouco mais encontrado.
Voltarei sempre,
Até voltar de vez.
Mas não comprar cigarros;
Dar uma esticada
Nas pernas da alma;
Me perseguir
Um pouco mais encontrado.
Voltarei sempre,
Até voltar de vez.
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