terça-feira, 19 de maio de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

12:59

No momento após o almoço
Toda urgência faz a sesta...

Na realidade indigesta
O corpo volta ao trabalho,
Embora, num ato falho,

A consciência repouse
Espojada sobre a renda
de luz que as árvores tecem...

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Equilibrismo

Se a vida é uma corda bamba,

Seus mistérios não carecem
De qualquer explicação,

Pras bromélias que florescem
Nos fios de alta tensão.

Picles Fundamentalista

Crenças em conserva,
Ácidas a céticos,
Mas destemperadas.

sábado, 28 de março de 2015

Cangote

Ponte entre o corpo e a mente;

Belo pilar que sustenta
a morada do sonhar;

Exala cheiro de verso,
rima aconchego e desejo;

Doce feudo do arrepio;
Trilha de tropa de beijo;
Distrito do cafungar...

Na anatomia da amada
o canto que julgo lar.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Mormaço

Por mais que se esforcem,
As nuvens não disfarçam
A cálida tarde pálida. 

Cai, junto com a noite,
Uma chuva que não refresca.

Água e muriçocas
Se infiltram pela fresta
Da porta encostada.

O calor não tira férias
Onde o verão faz morada.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Moto perpétuo.

Tem tempo,
Nada muda.

Dá a corda
No despertador
Que o acorda;

Desperta para a dor
Da rotina muda,

Que, de esperta,
Adorna o nada
Que ele tem;

E iludido assim,
Sem luta,

Se programa
A contento,

Para acordar
Em tempo

Amanhã também.